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18 de abril de 2019

Cerca de 70% das Lavouras dos produtores da Coocam já foram colhidas

A estimativa da produção de grãos para a safra 2018/19 no Brasil, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) é de 235,3 milhões de toneladas, em aproximadamente 63 milhões de hectares plantados com os principais cultivares do período como soja, milho e feijão.  O crescimento deverá ser de 3,4% ou 7,7 mil toneladas acima da safra anterior – uma das melhores safras dos últimos anos.

Em Campos Novos, a expectativa da safra de verão é de produção de 442,7 mil toneladas de grãos, em aproximadamente 72,5 mil hectares plantados. Os produtores semearam 3.000 hectares de feijão onde esperam colher 6,3 mil toneladas do grão. Outros 12.700 hectares para milho, com expectativa de produção de 144,78 mil toneladas e outros 1.300 hectares para milho silagem, com expectativa de produção em 58,5 mil toneladas. Já com soja, os produtores plantaram 55,5 mil hectares com expectativa de produção de 233,1 mil toneladas. Os dados são da última reunião do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE, do município de Campos Novos, coletados em fevereiro junto as cooperativas e setores do agro. Num comparativo com a safra passada (2017/2018), a área de soja somou 63 mil hectares; 7,5 mil hectares de milho e 4,5 mil hectares de feijão.

Com média de produtividade significativa em praticamente todas as lavouras da região de Campos Novos, as perspectivas são otimistas, de safra cheia e conforme as previsões. A colheita da safra das culturas de soja e milho está em ritmo acelerado nas regiões de atuação da Cooperativa Agropecuária Camponovense (Coocam). Segundo o técnico em agropecuária e agrônomo, Silvio Zanon, cerca de 70% das lavouras de soja e milho já haviam sido colhidas até o início desta semana, ou, meados deste mês de abril. Na opinião do engenheiro agrônomo, os produtores vêm obtendo resultados ano a ano, graças ao investimento, tanto no solo quanto em genética. Desta forma os cultivares de soja e milho expressam grandes potenciais produtivos. “Existem alguns pilares dentro da agricultura que estão sendo observados com atenção pelos produtores. Nestas últimas safras eles estão atentos nos três fatores influenciadores de resultados dependentes de bom manejo – ou seja, a parte química, física e biológica, estão sendo trabalhados com igualdade”, disse o técnico.

Apesar de alguns dias – no mês de janeiro – as temperaturas estarem mais altas que o habitual para as plantas e, as precipitações pluviométricas constantes no início da colheita, de modo geral, o clima tem sido um grande aliado do produtor rural. “A gente sabe que o controle de alguns fatores, como chuva e temperatura, não está nas mãos do agricultor, mas, por outro lado podemos controlar outra parte com bom manejo”, reforça Zanon.

Ele alerta os produtores quanto os cuidados e manejo correto para não ter danos futuros, especialmente nas áreas com alta produtividade. “Se neste ano sua lavoura está tendo alta produtividade, lembre-se que, acontece uma extração muito grande de nutrientes desse solo. Então nesse inverno esteja atento no manejo de pastagens e coberturas de solo, para continuar tendo bons resultados nas próximas safras”, aconselha Silvio Zanon.

Em questão comercial o vice-presidente da Coocam, Riscala Fadel Junior acredita que um grande problema dos produtores está relacionado ao preço, especialmente da soja. “Se o dólar não estivesse um pouco elevado, o produtor teria prejuízo na lavoura com certeza. A transformação desse preço em reais ainda não é um preço tão ruim, mas não é o que o produtor desejaria para ter uma rentabilidade boa com a lavoura”.  A média de área cultivada nas safras de verão, pela cooperativa, é de cerca de 50 mil hectares de soja e de 15 a 20 mil hectares de milho. A Coocam atua em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.

 

Rotação de cultura

Nesta safra aumentaram as áreas cultivadas de milho. Neste cenário, diminuíram as áreas de feijão e uma parcela da soja. Os principais fatores da mudança estão relacionados a rotação de culturas e por necessidade – pouco milho no mercado. Conforme Riscala Fadel Junior, na safra passada, o produtor teve bastante problemas relacionados às doenças e pragas na cultura da soja, também por isso, neste ano houve rotatividade de culturas e desta forma, acréscimo de na área de milho. “Estamos projetando um crescimento bastante razoável no recebimento de milho. Embora tenha diminuído a área plantada, as lavouras de soja devem ter maior produtividade e a Coocam deverá ter incremento também no recebimento do grão”, disse. O acréscimo de produção está estimado entre 10 a 15%.

Segundo a Conab, a produção total de milho deverá atingir 94 milhões toneladas, representando um aumento de 16,5% em relação à temporada passada, acometida por problemas climáticos na segunda safra. Nesse mesmo levantamento, a estimativa é que a produção de soja seja de 113,8 milhões de toneladas. Quando comparada à safra passada, que foi recorde, é inferior em 4,6%, ainda sendo a terceira maior safra de soja da série histórica da Conab.