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14 de maio de 2019

Praticamente 100% das lavouras dos produtores da Coocam, safra 2018/2019, estão concluídas

A média geral das lavouras dos produtores da cooperativa deve fechar em 70 s/ha de soja e 180 s/ha de milho.

A colheita das lavouras de soja e de milho dos produtores da Cooperativa Agropecuária Campononse (Coocam), está concluída em Campos Novos, conforme informou o engenheiro agrônomo da Coocam, Helan Paganini. A somatória de área plantada pelos produtores da cooperativa no município é de aproximadamente 20 mil hectares, entre milho e soja.

Nas filiais da Coocam de Lebon Régis e Curitibanos a colheita está mais atrasada e ainda há cerca de 25% de lavouras para serem concluídas, especialmente o milho, devido às chuvas dos últimos dias. Na filial do Barracão (RS) a colheita já está 100% concluída. Em Ribeirão Cascalheira os sojicultores associados da Coocam também já encerraram e atualmente estão trabalhando na safrinha de milho, com ótimos resultados até o momento. A colheita da safrinha no Mato Grosso deve iniciar em 15 dias. No total a Coocam tem cerca de 50 mil hectares de lavouras nesta safra de verão.

Sobre a produtividade das lavouras dos sojicultores da Coocam, Helan comentou que houve áreas com resultados extraordinários – com média de 90 sacas por hectare (s/ha) nas primeiras colheitas, porém, nas últimas lavouras diminuíram a produtividade, por isso, a média geral deve fechar em 70 s/ha.

“O início da colheita foi excelente. Nas últimas lavouras colhidas aqui em campos Novos, tivemos problemas com a ferrugem fazendo com que a média geral de produtividade caísse, mesmo assim, os números estão dentro das expectativas do departamento técnico da Coocam. O saldo positivo se deu pela somatória de ações, já que os sojicultores investiram em agricultura de precisão, em sementes de qualidade e tratamentos adequados”, disse o engenheiro agrônomo, resumindo que os fatores variedade, adubação e manejo, além do clima favorável, justificam o resultado na hora da colheita.

Os números das lavouras de milho também são favoráveis, já que seguem a mesma linha da soja. A média geral das lavouras está em 180 s/ha. Em algumas áreas a produtividade ficou em aproximadamente 240 s/ha de milho. “Tivemos uma estiagem no mês de dezembro prejudicando algumas áreas de híbridos de milho, bem no período da floração, época que a planta precisa de bastante água”, compartilhou o engenheiro agronômo, completando que no milho houve uma aplicação de tratamento de fungicida, o que ajudou na média geral de produtividade.

O produtor e presidente da Coocam, João Carlos Di Domenico, reforça que nesta safra o resultado de produtividade está sendo excepcional, com média alta, comparando aos anos anteriores. "O produtor fez seu dever de casa e o clima nos ajudou", disse João Carlos. A Coocam deverá ter um incremento de 15 a 20% de recebimento de grãos nesta safra, em relação à safra de 2017/2018.

Segundo dados da Conab, a produção total de milho no Brasil deverá atingir 94 milhões toneladas, representando um aumento de 16,5% em relação à temporada passada, acometida por problemas climáticos na segunda safra. Nesse mesmo levantamento, a estimativa é que a produção de soja seja de 113,8 milhões de toneladas. Quando comparada à safra passada, que foi recorde, é inferior em 4,6%, ainda sendo a terceira maior safra de soja da série histórica da Conab.

Na questão comercial, o grande problema dos produtores continua sendo o preço, especialmente da soja. O custo para manter uma lavoura é alto e na hora da venda, o produtor rural não consegue preços rentáveis. Um comparativo de custos pode ser feito com o país vizinho, Argentina – o preço para cultivar uma lavoura no Brasil é de quase o dobro da mesma lavoura dos produtores argentinos.