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20 de abril de 2020

Sojicultores da filial da Coocam no MT sofrem com excesso de chuva durante a colheita

Devido as variáveis climáticas nesta safra 2019/2020, os produtores perdem em produtividade.

Os produtores de soja da região de atuação da Cooperativa Agropecuária Camponovense (Coocam) no Mato Grosso, enfrentaram alguns desafios durante toda a safra 2019/2020, assim como ocorreu em diversas regiões do país. Primeiramente os mato-grossenses lidaram com a estiagem durante a germinação e desenvolvimento vegetativo, com baixo volume de chuva e temperaturas altas, o que prejudicou o enchimento dos grãos e diminuiu o potencial produtivo.

O mal tempo afetou negativamente a safra de verão também na hora da colheita. Após a seca do mês de dezembro, o período de colheita foi ainda mais preocupante, conforme comenta o gerente da filial da Coocam de Ribeirão Cascalheira – Mato Grosso, Marcelo Correa Prates – um ano atípico. “Infelizmente tivemos chuva durante toda a colheita da soja e isso acabou impactando a qualidade dos grãos”, disse o técnico agrícola, observando que o grão avariado perde peso e sofre quebra no final, referindo-se em relação à média de produtividade.

Segundo o gerente da filial, a média de produtividade diminuiu, comparando ao ano passado, cerca de 10%. Na safra de verão 2018/2019 os produtores colheram 55 sacas de soja por hectare, esse ano a média foi de 50 sacas por hectare. A colheita de soja já finalizou para os produtores da Coocam, no Mato Grosso. “Os produtores da Coocam colheram com ênfase, entre os dias 17 de janeiro até 20 de março, porém, até a última semana ainda estávamos envolvidos porque os produtores estavam colhendo pequenos talhões”, explicou Marcelo.

A Coocam atende mais de 50 produtores na região de Ribeirão Cascalheira, Bom Jesus do Araguaia, Querência e São Felix do Araguaia, somando cerca de vinte mil hectares de lavouras de soja neste ano, diminuição de aproximadamente 15% em relação a última safra.

A safra de soja recebida pela filial do Mato Grosso já está a caminho dos portos Barcarena, no Pará, São Luiz, no maranhão e Uberlândia, em Minas Gerais. Os produtores já começaram o plantio de milho safrinha e gergelim ou milheto e ruzizienses para cobertura do solo.