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04 de agosto de 2020

Governo federal anuncia mais de R$ 35,1 bilhões em rodovias

Produtor da Coocam fala sobre os importantes investimentos e uma nova dinâmica de logística permitindo o escoamento de grãos do Centro-Oeste do Brasil aos principais portos do país.

Duas importantes obras de logísticas que mudarão o perfil da região de atuação da filial da Coocam no Mato Grosso são aguardadas pelos produtores associados da cooperativa, com perspectiva de mais progresso no setor do agronegócio no Centro-Oeste do país – a Rodovia BR-080 e a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO), criando acesso aos principais portos brasileiros. No momento, cerca de 90% dos grãos produzidos naquela região são destinados para exportação.

A FICO vai integrar os estados de Minas Gerais e Espirito Santo, chegando até Água Boa, cidade do Mato Grosso, localizada há cerca de 150 quilômetros de distância da filial da Coocam. A ferrovia vai atravessar o Brasil, de Leste ao Oeste. Outra obra esperada é a finalização da BR-080, que saí de Ribeirão Cascalheira (há 10 quilômetros do armazém da cooperativa), seguindo até Brasília (DF). O trecho da rodovia entre a capital do Brasil e o distrito de Luiz Alves, em São Miguel do Araguaia (GO) já foi construída faltando, portanto, o trecho de Luiz Alves até Cascalheira.

De acordo com o produtor rural responsável pelas lavouras da Agrocam – empresa formada por cinco famílias camponovenses sócias da Coocam, Alexandre Alvadi Di Domenico, a região de atuação da filial da Coocam em Ribeirão Cascalheira vai estar em torno de 400 quilômetros distante do terminal Norte Sul, no município de Alvorada (TO). A região fica aproximadamente 2 mil quilômetros longe dos portos. Na semana passada, dia 30, o presidente Jair Bolsonaro anunciou investimentos de R$ 35,1 bilhões em rodovias brasileiras.

O presidente anunciou R$ 2,73 bilhões para construção da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste. “Ferrovia é a nossa prioridade. É a consolidação de solução inovadora de fazer ferrovia no Brasil sem a utilização de recursos públicos”, escreveu em sua conta no Twitter. Conforme votação do tribunal de Contas (TCU) no final do mês de julho (29), uma medida permitirá a construção da FICO através de mecanismo de investimento cruzado, ou seja, a Vale do Rio Doce irá investir na obra que, depois de completa, será de responsabilidade do governo.

A construção da ferrovia e a finalização da rodovia vai dar uma nova dinâmica de logística permitindo o escoamento dos grãos e chegada de fertilizantes e insumos com mais facilidade e agilidade, comenta Xande Di Domenico. “A região é produtora, de terras férteis e gente trabalhadora, mas logisticamente não é muito adequada”, explica ele, observando que o transporte ferroviário é mais barato e muito eficiente. “Vai ser uma grande obra que mudará o perfil da região. A Coocam e a Agrocam estão cada vez mais solidificadas no Vale do Araguaia, sempre buscando novos investimentos”, reforça Xande Di Domenico.

Segundo o produtor rural associado da Coocam, a região do Vale do Araguaia – uma das últimas fronteiras do Mato Grosso formada por fazendas de pecuárias está em transformação. Hoje a região conta com mais de 1 milhão de hectares de lavouras, maior parte formadas por fazendas de produção integrada de lavoura e pecuária. As mesmas quantidades de terrenos estão em plenas modificações, onde as áreas de pastagens de gado darão espaço para o cultivo de grãos durante a safra de verão. A filial da Coocam do Mato Grosso pertence para o município de Ribeirão Cascalheira e está situada entre o município de Querência e Ribeirão Cascalheira.

Xande Di Domenico é o presidente da Aprosoja Santa Catarina, e por tanto, mantém contato direto e uma relação muito positiva junto com a Aprosoja do Mato Grosso, entidade atuante em prol dos produtores, especialmente dos sojicultores.